sábado, 2 de fevereiro de 2013

Percepções em Viagens.

Olá a todos! Há um considerável tempo em que não publico, então acho que tá na hora de uma nova postagem.
Bom, hoje falarei sobre como terminei o ano e como comecei o novo ano.
No recesso de fim de ano, combinei com duas pessoas desconhecidas, mas os dois sendo bolsistas do CsF, de fazermos uma viagem. Peguei um voo à Londres, com uma escala de mais ou menos 18 horas em Barcelona e, chegando lá, encontrei com eles. Londres era exatamente o que eu esperava. Nada demais, apenas o que a mídia mostra. Sempre tive vontade de conhecer, mas não foi um lugar que me surpreendeu muito. Não senti aquele encanto que todo mundo sente. Mas foi legal conhecer o Science Museum, British Museum e o Natural History Museum, Thames River, London Eye, Big Ben.

British Museum
Trafalgar Square 
London Eye

À Margem do Rio Thames


Fóssil de Dinossauro no Museu de Histéria Natural de Londres

Museu de Ciência


London Eye e Rio Thames

Buckingham Palace  
Big Ben



















Ainda falando sobre Londres, vem a parte que mais gostei e que realmente senti aquela sensação de sonho realizado: Conhecer a Abbey Road, rua em que The Beatles fizeram uma foto atravessando na faixa de pedestres, para a caba do álbum que leva, também, o nome da rua. Ali, eu realmente me senti mais feliz que em todo o resto de Londres. Peguei uma canetinha e assinei meu nome no muro do Estúdio Abbey Road.

Estúdio Abbey Road

















Depois de Londres, meu próximo destino foi a "terra dos Beatles", que, como ficou claro, sou um grande fã da banda. Liverpool, essa foi um dos melhores lugares que conheci, e ainda me arrisco a dizer que foi o melhor. Um lugar que me deu vontade de viver lá, pelo menos por um tempo. Pessoas legais, receptivas, gentis. Tanto é, que ao chegar, desci do ônibus e já veio uma mulher falar comigo e no meio da agradável conversa ela me pergunta de onde sou, respondo que sou brasileiro e ela me "lasca" uma lambida no rosto, que teve início do lado direito do maxilar e seguiu subindo até a minha sobrancelha direita. rsrs. Tirando isso, acho que nada de estranho me aconteceu por lá.
E nada melhor que ter conheceido uma rua escondida no subúrbio da cidade, uma rua chamada Penny Lane, que foi onde John Lennon viveu boa parte da sua infância e adolescência. Além disso, também foi o nome de uma música da banda.


Penny Lane




































Penny Lane





















Cavern Club

Depois disso, fomos ao Cavern Club, um dos primeiros lugares em que os Beatles tocaram, no início da carreira. Não sei descrever com palavras nem gestos minha sensação sobre aquele lugar, mas se vocês pudessem ter me visto, pudessem ter olhado em meus olhos, iriam saber extamente o que senti. Cada passo gerava um arrepio. Cada gole de cerveja descia leve, parecia ser doce.
E ainda teve uma passada no The Beatles Story, um museu que conta toda a tragetória dos integrantes da banda, desde a infância, até o fim da banda, com direito a algumas coisinhas sobre o Elvis Presley.

Albert Dock

Empire Theatre

Bar em forma de Yellow Submarine



A escada mais legal que já vi. Cada degrau é o título de uma música dos Beatles.

Óculos do John.

ELVIS!!!

 Chegou hora de se despedir de Liverpool, voltar à Londres e pegar um voo com destino à Noruega, realizando um sonho de infância: passar o natal com neve. E teve muita neve!
Se tem um lugar que respira, que vive o clima natalino como manda a tradição, esse lugar é Oslo. Cheguei à cidade na tarde do dia 24 de dezembro, dei uns passeios e, voltando pra casa, passo em frente a uma igreja e uma moça, toda simpática convida a mim e meus amigos para entrarmos, pois estão oferecendo uma ceia. 
Entramos, e estava com dezenas de mesas. Nos ofereceram algo que não sei bem o que era, uma espécie de chá, ou vinho quente, com vários tipos de castanhas dentro. Pegamos, nos colocaram em uma mesa com um casal de noruegueses e já começaram a puxar conversa. Dpois de uns minutos, vem um rapaz com um daqueles engradados de refrigerante, com vários tipos diferentes, pedindo pra escolhermos o que a gente quisesse. Escolhi uma bebida natalina norueguesa. Gostei tanto que tomei várias. Na mesa tinha doces e salgados a vontade. Logo depois vem outro rapaz com pratos com peito de peru, um molho increvelmente bom e uma salada que deliciosa. Foi um grande banquete, o casal norueguês foi muito simpático, assim como todos que conheci por lá.

  Um fato curioso sobre Oslo é que, na decoração de natal, eles não usam luzes coloridas. Somente luzes brancas. E disseram ainda que é assim em todos os países escandinavos.
 Conheci, também, um rapaz finlandês. Estávamos hospedados em um mesmo quarto. Conversamos bastante e ele me disse que em seu país, as pessoas falam no mínimo 4 idiomas diferentes. Fiquei ainda mais surpreso quando ele disse que sabia falar 7 idiomas diferentes.
Oslo é tão desenvolvida, que mesmo o inglês não sendo um idioma oficial de lá, todos sabem falar, então não houve dificuldade de comunicação.
O povo norueguês foi o mais simpático que conheci. Todos dispostos a ajudar, a dar informação. Tanto é que um homem saiu do ponto de onibus onde estava para ir nos deixar onde estávamos hospedados, já que tínhamos nos perdido.
Então, mais um sonho realizado e um pouco de conhecimento adquirido.



Depois de Oslo, foi a vez de conhecer três cidades da Escócia. Edimburgo, Glasgow e Inverness. A primeira, Edimburgo, senti o mesmo que em Liverpool. Um lindo lugar, com sua arquitetura medieval e seu povo "louco". Pessoas gentis e receptivas. Conheci o belíssimo Castelo de Edimburgo, vi a ovelha Dolly empalhada em um museu, enfim, me apaixonei por Edimburgo.

Glasgow
Edimburgo
Depois fomos à Inverness, com o intuito de ver o famoso Lago Ness, mas confesso que o que eu realmente queria ver o monstro que habita o lago. rsrsrs Brincadeiras a parte, Inverness é uma cidadezinha pequena, com menos de 30 mil habitantes, lá conhecemos um inglês que nos mostrou um bar bem legal, onde tocava blues e jazz, além da tradicional música escocesa.
Depois de lá, fomos à Glasgow. Eu, particularmente, não gostei do lugar. Não há muito a se fazer, além de ir a um parque ecológico, ou a um jardim botânico... Nada demais.

Inverness

Território marcado em terras escocesas, o próximo avião foi com destino a Dublin, na Irlanda.
Sabe, até esse voo eu não tinha medo de embarcar em aviões, mas esse foi tão tenso que acho que traumatizei. Os próximos dois, depois desse, gelei as mãos, tremi, não dormi...
Na hora do embarque, em Glasgow, um dos companheiros de viagem falou: "Pô, que piloto jovem. Deve estar nos primeiros voos.". Aí entramos, sentamos e percebi que o avião estava balançando muito, além do normal. Mas até aí, tudo bem, nada demais. Estávamos quase chegando, o jovem piloto anunciou que estava preparando para o pouso, começou a descer e, do nada, subiu de uma vez. Todos já começaram a ficar com respiração acelerada. Não estávamos em área de turbulência e o avião balançava freneticamente. Logo em seguida, houve um pequena queda da aeronave, todo mundo começou a gritar desesperadamente, passou o filme da minha vida em minha cabeça, mas no final deu tudo certo.
Falando de coisa boa, a terra do grande escritor Oscar Wilde é linda. Passei o reveillon por lá, em uma festa fantástica e presenciei a primeira queima de fogos da história da cidade.
Começo de ano muito bom. Durante a festa da virada, um show de rockabilly como eu nunca tinha visto. No meio da multidão, conheci 3 garotas, estavam meio ébrias, mas foram bem simpáticas, além de lindas.

Dublin.
E por último, e não menos importante, foi a vez da Bélgica. Bruxelas, a capital, foi meio que Glasgow. Sem muitos atrativos. Tem o Atomium, que já me disseram que é mais interessante que a Torre Eiffel de Paris. Realmente é lindo, mas nem é essas coisas. Fico imaginando a torre, que todos que já foram, a descrevem como "apenas um amontoado de ferro."
Mas, em Bruxelas, peguei o trem e fui a uma cidade chamada Bruges. Outro lugar com o encanto de cidade pequena. Todos por lá andam de bicicleta. Estacionamentos para carros? Isso lá é uma raridade. O que se vê são enormes estacionamentos para bicicletas. Sabe esses estacionamentos para carros em Shoppings que se vê por aí? Então, em Bruges, eles são do mesmo tamnho, só que para bicicletas. A cidade tem canais que lembram os de Veneza e tem, também, lojas de chocolate de todos os tipos. Amei a cidade.


Bruges.
Bruxelas.
Bem pessoal, pra não ficar muito cansativo, vou terminar por aqui. Tenho muito o que falar, mas prefiro que seja em um outro post. Esse foi apenas sobre a viagem de fim de anos, mas não tardará muito e voltarei a postar.
Muitíssimo obrigado por ter gasto tempo lendo e vendo as fotos. =D
Até breve!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Orihuela, Gran Ciudad!

Oi, pessoal.

Faz um tempinho que não posto nada aqui, peço desculpas, porém os digo que o mês de Novembro não foi nada fácil pra mim. O fim do período no IFPI me trouxe alguns probleminhas. As disciplinas que havia deixado em aberto por conta da greve renderam muita dor de cabeça e trabalhos. Ainda bem que no final tudo deu certo, consegui terminar o período e agora posso me dedicar integralmente a meu intercâmbio aqui na Espanha.

Bom, no post de hoje vou falar um pouquinho da cidade onde estou morando aqui na Espanha, Orihuela.


1) Orihuela: Museus, Igrejas e Turismo.

Orihuela tem como slogan a frase gran ciudad. Ao contrário do slogan Orihuela é uma cidade pequenininha situada no sul da Espanha. Com seus 90.000 habitantes é cercada por uma cadeia de montanhas, possui clima seco no verão e bastante úmido no inverno. A cidade possui uma infinidade de monumentos históricos, igrejas e monastérios, sendo que, sua semana santa é considerada atração de turismo internacional. Dizem gente do mundo inteiro vem nessa época para ver a encenação da batalha entre cristãos e muçulmanos e o desfile onde são mostradas as belas obras do museu da semana santa. Abaixo algumas fotos de Orihuela.

Vista da serra de Orihuela


Pracinha Orihuela

Igreja de Estilo Renascentista
Em Orihuela tudo exala religião! Igrejas podem ser vistas todas as partes que você for. O museu da semana santa conta com obras dos mais renomados artistas e dos mais variados tipos que representam o estilo oriholano de ser e de viver. Religião é algo muito sério por aqui.

Peça do Museu da Semana Santa
Orihuela também é a cidade natal de uns dos mais famosos poetas espanhóis, Miguel Hernandez. A casa Miguel Hernandez foi onde o poeta nasceu e viveu durante toda sua infância e juventude, sendo que, após sua morte se tornou um museu. A casa fica ao lado das montanhas, e essas eram uma das fontes de inspiração de Miguel ao escrever seus poemas.
Museu Miguel Hernandez

Quintal da Casa de Miguel Hernandez

Outro museu situado em Orihuela é o museu da Muralha. Esse fica em baixo do prédio Salesas da Universidad Miguel Hernandez. A muralha é uma construção datada do século 16 e cerca toda a cidade. Ela foi construída na época do governo muçulmanos com o objetivo de proteger a cidade de invasões. A universidade foi construída sobre a muralha para protegê-la da ação do tempo. A estrutura ainda se encontra bem visível.

Museu da Muralha

Museu da Muralha

Museu da Muralha

Outro ponto turístico de Orihuela é o colégio de santo Domingos. Esse foi nada mais nada menos do que a primeira universidade da Espanha, sendo que, dentro do prédio está a catedral de Santo domingo. A catedral possui estilo barroco e é composta de muito ouro, pinturas lindíssimas e belas esculturas. Posso dizer que é um dos lugares mais bonitos que já vi na vida, pena que é proibido tirar foto dentro da catedral.

Fachada Colégio Santo Domingos

Colégio Santo Domingos

Colégio Santo Domingos
Para os mais radicais, em Orihuela também se pode fazer montanhismo. Existem trilhas sinalizadas que levam ao ponto mais alto da sierra de Orihuela, lá de cima se tem uma visão privilegiada da cidade e de seus arredores.


Vista do alto da serra
Vista do alto da serra
Trilha

Outro ponto turístico que não posso deixar de citar é o Palmeiral. Trata-se de um parque poliesportivo onde as pessoas praticam os mais variados esportes como atletismo, vôlei, tênis, basket e futebol. É um ótimo lugar para passar bons momentos com a família e amigos. A cidade também possui campo de golf e um ginásio para natação.


Entrada Palmeiral

Por último, mas não menos importante, o mar mediterrâneo! A 20 KM de Orihuela encontram-se belas praias com água calma e cristalina. No verão as praias são um refúgio para turistas e moradores da região. Torrevieja se destaca no quesito beleza. Pena que agora no Outono a água esteja muito gelada, restando apenas admirar a bela vista. :) Praia agora só em Março com a chegada do verão.

Torrevieja

Mar mediterrâneo

Mar mediterrâneo

2) Orihuela também é futuro!

Bom, pra quem achar que Orihuela é só religião e belas paisagens, se engana. O comércio também é bem desenvolvido, encontramos as mais variadas marcas de calçados, roupas a perfumes importados nas diversas lojas espalhadas pela cidade. O centro comercial Ociopia é um dos meus lugares favoritos, lá se pode comprar desde acessórios para celular a roupas, videogames, relógios e jóias. Tudo por um precinho bem camarada. O centro comercial também conta com um cinema 3D IMAX, no entanto todos os filmes aqui são em Castellano, nada de filme legendado.

Centro comercial Ociopia
Se transportar em Orihuela também é muito fácil, dá pra atravessar a cidade inteira a pé em menos de meia hora. Para sair da cidade utilizo o trem de cercanía que liga Múrcia a Alicante que sai de meia em meia hora. Ônibus também são uma opção.
Um ponto interessante aqui é a pontualidade do transporte, os trens e ônibus quase nunca atrasam, se na telinha da estação aparecer que o trem chega as 09:00 pode esperar que ele estará lá nesse horário.
Trem da Renfe
Orihuela também conta com muitos restaurantes e uma boate chamada Glamour. A boate é o ponto de encontro dos jovens da cidade. A culinária chinesa, indiana, turca, italiana e turca podem ser provadas nos restaurantes da cidade. O restaurante turco faz uma carne muito boa, é meu favorito, toda semana dou uma passadinha lá. :)

Show em Orihuela
A infraestrutura de Orihuela é exemplar!! Até hotel 5 estrelas pode ser encontrado na cidade. Orihuela é completa, mesmo sendo pequena pode ser um local muito interessante para se visitar e viver.

3) Teresina X Orihuela

Então é isso pessoal, sai de Teresina, cidade grande, com seus 900.000,00 habitantes para uma cidadezinha interiorana de 90.000,00 habitantes. Foi uma mudança e tanto no meu estilo de vida corrido e movimentado, todavia foi uma mudança boa. Sinto muita falta de Teresina e acredito que quando voltar para o Brasil sentirei falta de Orihuela, que a cada dia vem se tornando minha segunda cidade natal.

Hasta la próxima. :)